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SUPERENDIVIDAMENTO

Superendividamento: Como a Lei 14.181/2021 Protege Você das Dívidas Bancárias [Guia 2026]

Está com o salário totalmente comprometido por dívidas bancárias? Não consegue pagar as contas básicas do mês? A Lei do Superendividamento (14.181/2021) foi criada exatamente para proteger pessoas na sua situação. Ela garante o direito ao mínimo existencial e permite a renegociação judicial de todas as suas dívidas em um único processo.

Sou João Vitor Chaves Coelho, advogado especialista em Direito Bancário (OAB/SP 366.776), e neste guia completo explico como a lei funciona, quem pode usar e o passo a passo para sair do superendividamento.

O Que É Superendividamento?

Superendividamento é a situação em que uma pessoa física de boa-fé não consegue pagar todas as suas dívidas de consumo sem comprometer o mínimo necessário para viver com dignidade. Na prática, significa ter mais de 30% da renda comprometida com parcelas de empréstimos, financiamentos e cartões de crédito.

Não se trata de "calote" ou má-fé. O superendividamento geralmente ocorre por:

  • Perda de emprego ou redução de renda

  • Doença na família

  • Oferta irresponsável de crédito pelos bancos

  • Acúmulo de consignados além da margem

  • Divórcio ou separação

O Que Diz a Lei 14.181/2021

A Lei do Superendividamento alterou o Código de Defesa do Consumidor para criar um sistema de proteção ao devedor de boa-fé. Os principais direitos são:

Mínimo Existencial

Você tem direito a preservar recursos suficientes para sobrevivência digna, incluindo moradia, alimentação, saúde, transporte e educação. Na prática, o juiz garante que pelo menos 25% do salário mínimo por dependente fique livre de descontos.

Repactuação Judicial de Dívidas

O juiz pode convocar todos os seus credores para uma audiência de conciliação e impor um plano de pagamento que caiba no seu orçamento, limitado a 30% da renda.

Plano Compulsório

Se os credores não aceitarem acordo na conciliação, o juiz pode impor um plano de pagamento em até 5 anos, com parcelas que respeitem o mínimo existencial.

Suspensão de Negativações

Ao entrar com o processo, o juiz pode determinar a retirada do seu nome dos órgãos de proteção ao crédito enquanto durar a repactuação.

Revisão de Juros Abusivos

Durante o processo, é possível pedir a revisão de contratos com juros abusivos, taxas não informadas e cláusulas leoninas.

Quem Pode Usar a Lei do Superendividamento?

A lei protege qualquer consumidor pessoa física de boa-fé, incluindo:

  • Trabalhadores CLT

  • Servidores públicos (federais, estaduais e municipais)

  • Aposentados e pensionistas do INSS

  • Autônomos e profissionais liberais

  • Microempreendedores Individuais (MEI) em dívidas pessoais

Não se aplica a:

  • Dívidas contraídas de má-fé (fraude comprovada)

  • Financiamento imobiliário (casa própria)

  • Crédito rural

  • Dívidas com garantia real (carro alienado)

Como Funciona o Processo

Passo 1: Levantamento de Dívidas

O advogado faz um raio-x completo da sua situação financeira: todas as dívidas, parcelas, juros, renda e despesas essenciais.

Passo 2: Petição Inicial

É protocolada a ação de superendividamento com pedido de repactuação e, se necessário, liminar para suspender descontos acima de 30%.

Passo 3: Audiência de Conciliação

O juiz convoca todos os credores para negociar. Prazo: até 60 dias. Nesta audiência, busca-se um acordo que preserve seu mínimo existencial.

Passo 4: Acordo ou Plano Judicial

Se houver acordo, ele é homologado pelo juiz e passa a valer imediatamente. Se não houver acordo, o juiz pode impor um plano compulsório de pagamento em até 5 anos.

Passo 5: Limpeza do Nome

Após a homologação do acordo ou plano, seu nome deve ser retirado dos cadastros de inadimplentes em até 5 dias úteis.

Resultados Reais

Com base em casos atendidos pelo escritório:

  • Redução média de parcelas: 40% a 60% do valor original

  • Prazo de pagamento: até 5 anos com parcelas que cabem no orçamento

  • Liminar: suspensão de descontos abusivos em 24 a 72 horas

  • Limpeza do nome: durante o processo judicial

  • Servidor público: limite de descontos reduzido para 30% da remuneração

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Perguntas Frequentes

O que é a Lei do Superendividamento? A Lei 14.181/2021 alterou o CDC para proteger consumidores de boa-fé que não conseguem pagar suas dívidas sem comprometer o mínimo existencial. Garante direito à repactuação judicial, preservando pelo menos 30% da renda.

Quem pode usar a Lei do Superendividamento? Qualquer consumidor pessoa física de boa-fé com dívidas que comprometam mais de 30% da renda mensal. Inclui CLT, servidores públicos, aposentados, autônomos e MEIs.

A Lei do Superendividamento limpa o nome? Sim. Ao entrar com o processo, o juiz pode suspender as negativações. Após o acordo judicial, o nome deve ser limpo em até 5 dias úteis.

Servidor público pode usar a Lei do Superendividamento? Sim. Servidores públicos federais, estaduais e municipais podem usar a Lei 14.181/2021. É especialmente útil para servidores com múltiplos consignados que ultrapassam a margem.

Quanto tempo demora o processo? A audiência de conciliação deve ocorrer em até 60 dias. Se houver acordo, é homologado imediatamente. Sem acordo, o juiz define o plano em até 180 dias.

Preciso de advogado? Embora não obrigatório na fase conciliatória, um advogado especialista aumenta significativamente as chances de um plano favorável e protege seus direitos em todas as etapas.

Precisa de Ajuda?

Se você está sufocado por dívidas bancárias, entre em contato para uma análise gratuita da sua situação.

João Coelho Advocacia Advogado Especialista em Direito Bancário - OAB/SP 366.776 WhatsApp: (11) 91048-2244 E-mail: contato@joaovitorcoelho.com.br Endereço: Rua Vergueiro, 3558, Sala 709 - São Paulo/SP

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